quarta-feira, 21 de abril de 2010

Tô surtando

Aparentemente era pra eu estar muito feliz essa semana. Eu escrevo as mesmas coisas a décadas pra tentar dizer que eu to cansada de tudo e que eu quero mais, e que eu preciso de um emprego e tenho a necessidade de me sentir mais, digamos que, GENTE. Ok, essa semana parece que as coisas andaram mais um degrau. Ligaram me chamando pra uma entrevista de emprego – no domingo?! – e então, eu fui na segunda e disseram pra eu voltar na quarta –hoje- pra um teste. Pra começar bem, o celular não despertou e eu acordei em cima da hora. Tomei café, lavei a cara e fui. Chegando lá, briguei com o meu pai e entrei com os olhos cheios de água pra fazer o teste. Enfim, consegui o emprego e começo amanhã. O problema é que o horário é incrivelmente infinito, das 14h da tarde até as 22h ou mais, de segunda a segunda, com uma folga por semana. Gente, to com medo de perder os poucos amigos que me restam, e de não ter tempo pra ver o G. To com medo de não ter tempo nem pra mim! Eu to pensando em planejar meus horários, sei lá o que eu vou fazer, só sei que no momento era pra eu estar contente porque é o que normalmente acontece quando alguém consegue um trabalho, mas eu to tri naquelas! Ainda mais porque essa semana vai estrear Alice, e todos os meus amigos vão ir, e eu não, porque vou estar muito ocupada vendendo pipocas e doces pra um monte de gente que eu nunca vi na vida e talvez outras que eu veja sempre e também semi-conhecidos que me dão muito nervoso. Claro que também tem o lado bom, que é poder ir no cinema de graça, e ganhar os cartazes e o money e todas as coisas que o trabalho te dá, e como eu sempre fui muito desempregada/pobre/preguiçosa demais, ainda não descobri, mesmo com 19 anos e quase com verrugas com pelos encravados no meio da bochecha que eu se quer tenho! Preciso desabafar, cara.

sábado, 25 de julho de 2009

Vai dizer pra Ela

Vai e diz pra ela não esquecer de tudo,
não se sentir tão no escuro, não se virar pra o que vem.
Vai e diz pra ela o quanto a vida é sofrida,
de males que sempre vêm pra algum bem.
Vai e diz pra ela que nada é perfeito,
que todo mundo tem defeitos, que tudo sempre tem jeito.
Vai e diz pra ela o quanto faz falta,
e o quanto o orgulho, acaba com a vida de gente de bem.
Vai e diz pra ela que todo esse tédio,
é culpa dos meios, que a vida contém.
Vai e diz pra ela que o perdido se acha,
que o torto se encaixa, e quem apedreja também afaga.
Vai e diz pra ela lembrar dos tais dias, sobrando alegria,
embalados pelas muitas melodias em escadarias.
Vai e diz pra ela que a culpa é de muitos,
que a culpa é dos surdos, que a culpa é ninguém.
Vai e diz pra ela lembrar nossas chuvas,
tombos, tropeços, acertos, sempre,
sempre ali rindo ou chorando juntas.
Vai dizer pra ela que sem ela eu não vivo,
que crescer é difícil, e aperta o coração.
Vai e diz pra ela não deixar mais torcido,
não ver mal onde não tem.
Vai contar pra ela, sobre os muitos bilhetes
sobre as vezes em que a gente,
escreveu sobre alguém.
Vai e diz pra ela que a vida era boa,
e que até infelizes, nos fazíamos bem.
Vai lembra-lá das noites em claro,
dos primeiros fatos inesperados,
que marcaram a vida de quem escreve e de quem lê.
Vai dizer pra ela que eu não mudaria,
nem um ponto daqueles dias,
e que daria uma década dessa vida cretina,
pra voltar e ter sempre dezesseis.
Diz pra ela que não vale a pena,
trocar os sonhos do passado, pelas brigas do presente.
Vai dizer pra ela que o presente não existe,
e que também depende dela, o que ainda há de vir.

sábado, 23 de maio de 2009

Até onde pode levar?


Recorre ao vento e ele vai
levar essa angústia
curar as lamúrias
brigar contra a fúria
do ser em questão
se é que há ainda
nesse começo de vida
ou no final da partida
uma alma escondida
ou alguma razão
que faça dos dias
importantes, ainda
que chores o clima,
que morra tua sina
calma, ainda é tempo de ir
buscar o que vem de dentro
sorrir por algum momento
lembrar do que pode ser feito
e deixar - se estar desatento
pra que possa seguir pelo ar
sem pensar no que irá enfrentar
em quantas vezes se vai cair
ou em quantas irá levantar
não interessa o que o mundo dirá.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Por um pouco de silêncio


Agora vês ao longe a linha do horizonte
sempre tão distante desses olhos cor de mar
e se te deitas sobre areias nesses dias, pra pensar
te dou a minha mão.

Caso não veja saida pros problemas de rotina,
se caires nesse tédio que é a vida sem magia,
e o mundo não girar como deveria,
te dou minha atenção.

E se ainda assim minha presença for em vão,
e de nada servir o que eu tiver no coração
te dou o meu silêncio e a minha gratidão,
por tantas vezes em que o nada me valeu uma canção.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

É sempre válido.


E num dia comum de verão
nada que fosse fora do comum
até então.

Eis que vem voltando de repente
como se estivesse ali,
sempre presente
aquele sentimento adormecido
que um dia já fizera muita gente
perder completamente o juízo.

Começa o mundo a girar como antes
e ninguém talvez tenha realmente,
odiado tudo a todo instante.

As coisas confusas agora são claras
nem tudo como antes, mas pelo menos,
do melhor jeito que poderia estar.

Nem acredito que um dia,
isso poderia voltar e ficar
Deus sabe a alegria que me dá!

terça-feira, 7 de abril de 2009

É tudo!

Corre e abre a porta pra o que vem, e se as coisas irem além,
segue as linhas que resumem o teu próprio bem,
nada melhor do que o antes ser, do que as coisas que nunca serão.

Sem mais nem meias palavras ou reclamações,
toda a vida escrita em sangue, ouro e gostos gravados em pedra
- e tantos dias de alegria sob um manto azul.! -
Cantai, pra que ouçam o que normalmente não ouviriam
então, as manhãs deixam de ser amargas entre neblina e bocejos.

Criando a felicidade pelo sorriso de quem não se conhece
o tempo, encarregado de fazer passar tudo, não se deixa vêr
queria eu poder tocar o que seria a noite ou o dia,
e o outono me deixasse ser, tudo aquilo que eu quis algum dia.

Pensou ter a glória e tentou nunca cair,
buscou nos amigos o que deveras não encontrava em sí,
ninguém anda sozinho mesmo que esteja vazio,
e a chuva não lava a alma de quem dela ousa fujir.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

:B


Olha fixo para a porta

Proporcionalmente torta

Vai girando em ondas mortas

Essas flores na janela

Um tanto quanto entreaberta

E o sol batendo no rosto

Deixando tudo meio tonto

Essas coisas dessa vida

Essas manias quase extintas

Esse ser normal quase irritante

Essas dores inconstantes

Vai voando, levitando.

Que o corpo vai deixando

E que me traga mais cafeína

Tudo por um pouco mais de vida

Ou será que não queria

Ter de voltar pra normalidade?

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