quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A menina e o castelo


Naquela época, antes mesmo de qualquer definição de tempo,
existia uma família, a familia dos campeiros
onde tudo ía além de qualquer entendimento
onde aqueles que viviam, tinham regras e respeito
e o medo de chegar, aonde alguém impôs segredo.

Havia ao longe um castelo abandonado,
ninguém jamais alí, havia entrado,
os que tentaram, não retornaram
mas eis que um dia, uma menina
precisou entrar, e salvar a vida
de um pobre gato, que aos poucos adoecia.

Aparentemente, dez anos de idade
chamou seu amigo, levou seu gato
com muita coragem, se foram ao pátio
do grande castelo, no monte cerrado.

Entraram enfim, a menina, o amigo e o gato,
subiram e desceram escadas, procurando o que alí buscavam.
Sentado, arrumando os sapatos, estava um senhor muito malvado
perceguia a todos, que ousavam desrespeitá - lo,
e percebendo as presenças, quis fazer jus a seu legado.

Perseguiu as crianças com seu cavalo,
correu toda a cidade, sem nenhum resultado
até chegar a uma casa, um velhinho estava sentado
- era o pai da menininha, ia pagar seus pecados. -

Prestes a matar sem dó alguma,
surge então a menininha, chorando estarrecida,
pedindo que o poupasse:
- Por favor, a culpa é minha! -

Houve então um grande silêncio,
todos pararam pra ver, a psicodelia do momento
e o homem mal e rabugento, transformou - se em uma dama,
quebrando a maldição das sombras, pelas graças da criança.

Foram todos morar no castelo, e alguns dizem que,
o castelo ainda existe, nas profundezas daqueles,
de coração puro o suficiente, para amar a todo mundo
sem temores ou fronteiras.


domingo, 10 de fevereiro de 2008

Que? ô.o

Havia sim, um certo medo em seu olhar
um medo indescritível, impossível de curar
capaz de deixá-la um pouco triste
por não saber por onde andar
queria só sair da vista, estar onde ninguém está
Odiava algumas coisas, tentava melhorar.
Ela tinha medo da rotina, -do jeito que tá, não dá-
queria só viver a vida, do melhor jeito que há
fazia sempre aquele clima, pra segurar enquanto der,
aquela dor que ao mesmo tempo a fascina
aquela dor, daquilo que não se vê e nem se sente.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Ela apenas queria amar a sí mesma.

Melissa olhou em sua volta e nada havia mudado:
O mesmo quarto, as mesmas roupas, o mesmo violão.
Sua vida estava linda, até então,
nunca se preocupou com o tédio que tráz o verão.
Tinha uma bela familia, eram seu orgulho
tinha amigos inseparáveis, os amava de coração
mas sabia que, nesses dias, queria isolação.
Nada estava como o desejado, vivia em um mundo cão
que ela mesmo havia criado, em resposta a solidão.
Achava - se muito forte, não chorava a um tempão
queria sumir pro espaço, sem mover suas mãos
sonhava mudar o mundo, mas isso tudo era em vão.
Era completamente normal não querer nada
tinha um nó na garganta, o que a martirizava
talves fosse a liberdade, que ela tanto valorizava
ou então a rotina, qualquer coisa ensaiada.
Sentia muitas saudades, de ter sensibilidade
Não se apegava a mais nada, estava realmente,
cansada de tudo aquilo, queria dormir até a próxima estação.
Quem sabe o calor levasse embora, toda essa aflição
que corria pelas veias, e a fazia sangrar
de um modo que a dor física, passava despercebida
percorrendo as entrelinhas, de uma interrogação.
Ela queria mesmo era desaparecer completamente,
odiava a sí mesma e a todos que se faziam presentes
dormir ela achava o mais prudente,
até que o outono chegasse, e o vazio fosse embora
cantar em outros carnavais, em uma nova aberração.

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