sábado, 17 de novembro de 2007

A Mesma Janela.


Grandes dias chuvosos,
Água caindo sobre a janela.
Pessoas completamente melancólicas.

Olhos negros como a noite,
ele olha através do vidro:
"O que deveria fazer?"

Piano tocando ao fundo,
sons intensos e surreais,
como um cometa a rasgar o céu.

Ouvindo as músicas em seu quarto,
seus olhos enchendo-se de lágrimas,
lembrando de certas coisas que não voltam mais.

E tudo o que vemos é superficial,
E tudo que olhamos simplesmente se vai.
Quando tudo é feito para ser quebrado,
Você para e importa-se com algo que se foi.

Grandes dias chuvosos,
Trovões gritam no silêncio de um dia frio.
Olhos negros como a escuridão de um quarto vazio.
Ele olha através do vidro:
"Por que eu deveria me importar?"

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Poeminha a uma amiga.

Roupas sujas sobre a mesa,
dias completamente cheios,
de alegrias e tristezas.
Calça jeans e camiseta,
diva entre as meninas.
Eu sinto você ler minha mente.
Ela se casará com um guitarrista.

Baixo azul de quatro cordas,
você já deve tê-la visto,
tocando violão,
em uma estação de trem.

Magoada com a vida,
ela apenas sorri.
O dia não foi tão ruim.

Tocando bem alto, pequena baixista.
Ela poderia aprender a voar.
Afogue suas tristezas em um copo de limonada.
Você já teve um dia cheio hoje.



Sem Noção.

Comer chiclete sem mascar;
Andar de bicicleta e não pedalar;
Caminhar descalsa e o pé não sujar;
Cair no chão e não se machucar.

Contar piadas onde o nexo não está,
completamente visível a pessoas sem noção.
Enlouquecer na frente de um caminhão
que vende picolé cremoso de gelo vitaminado,
no auge do verão.

Andar, se divertir e de casa não sair;
Comer chocolate vencido e no banheiro não ir;
Ver a Lagoa Azul secar e assim mesmo não rir;
Fexar o guarda-chuva e não molhar-se antes de vir.

Tocar violão nas escadas ou na estação
estar com amigos mais queridos e então,
ver que nada se faz ou desfaz em vão.

Não correr depois de apertar a campainha;
Lançar o pirocóptero no telhado da vizinha;
Jogar um simples taco sem bolinha;
Pentear o cabelo da menina carequinha.

Ir ao show da banda preferida e não gritar;
Esquentar o sorvete para não se resfriar;
Soprar as velinhas e não as apagar;
Ver as meias furadas e não as costurar.

Levar uma surra sem antes se esconder;
Ver o por do sol e não se estremecer;
Viver pensando que o verdadeiro ser
nem sempre é o que poderiamos fazer
e mesmo assim jamais entristecer.

O mesmo chão.


Amores perdidos
caem no chão
Brotam por nada
a desilusão
Quebram o som
nada a dizer
Vem depois vão
distantes ou não.

Percorre entre linhas
o próprio rancor
Anda sozinho
acima do sol
Fecha os olhos
quer imaginar
vê o impossível
com medo de errar.

Tempos alegres
se vão, tem seu fim
Voam pra longe
mas voltam, é assim.
Grandes lembranças
aquecem a dor
Núvens desenham
a estrada acabou.

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