Sem Noção.
Andar de bicicleta e não pedalar;
Caminhar descalsa e o pé não sujar;
Cair no chão e não se machucar.
Contar piadas onde o nexo não está,
completamente visível a pessoas sem noção.
Enlouquecer na frente de um caminhão
que vende picolé cremoso de gelo vitaminado,
no auge do verão.
Andar, se divertir e de casa não sair;
Comer chocolate vencido e no banheiro não ir;
Ver a Lagoa Azul secar e assim mesmo não rir;
Fexar o guarda-chuva e não molhar-se antes de vir.
Tocar violão nas escadas ou na estação
estar com amigos mais queridos e então,
ver que nada se faz ou desfaz em vão.
Não correr depois de apertar a campainha;
Lançar o pirocóptero no telhado da vizinha;
Jogar um simples taco sem bolinha;
Pentear o cabelo da menina carequinha.
Ir ao show da banda preferida e não gritar;
Esquentar o sorvete para não se resfriar;
Soprar as velinhas e não as apagar;
Ver as meias furadas e não as costurar.
Levar uma surra sem antes se esconder;
Ver o por do sol e não se estremecer;
Viver pensando que o verdadeiro ser
nem sempre é o que poderiamos fazer
e mesmo assim jamais entristecer.

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