sábado, 25 de julho de 2009

Vai dizer pra Ela

Vai e diz pra ela não esquecer de tudo,
não se sentir tão no escuro, não se virar pra o que vem.
Vai e diz pra ela o quanto a vida é sofrida,
de males que sempre vêm pra algum bem.
Vai e diz pra ela que nada é perfeito,
que todo mundo tem defeitos, que tudo sempre tem jeito.
Vai e diz pra ela o quanto faz falta,
e o quanto o orgulho, acaba com a vida de gente de bem.
Vai e diz pra ela que todo esse tédio,
é culpa dos meios, que a vida contém.
Vai e diz pra ela que o perdido se acha,
que o torto se encaixa, e quem apedreja também afaga.
Vai e diz pra ela lembrar dos tais dias, sobrando alegria,
embalados pelas muitas melodias em escadarias.
Vai e diz pra ela que a culpa é de muitos,
que a culpa é dos surdos, que a culpa é ninguém.
Vai e diz pra ela lembrar nossas chuvas,
tombos, tropeços, acertos, sempre,
sempre ali rindo ou chorando juntas.
Vai dizer pra ela que sem ela eu não vivo,
que crescer é difícil, e aperta o coração.
Vai e diz pra ela não deixar mais torcido,
não ver mal onde não tem.
Vai contar pra ela, sobre os muitos bilhetes
sobre as vezes em que a gente,
escreveu sobre alguém.
Vai e diz pra ela que a vida era boa,
e que até infelizes, nos fazíamos bem.
Vai lembra-lá das noites em claro,
dos primeiros fatos inesperados,
que marcaram a vida de quem escreve e de quem lê.
Vai dizer pra ela que eu não mudaria,
nem um ponto daqueles dias,
e que daria uma década dessa vida cretina,
pra voltar e ter sempre dezesseis.
Diz pra ela que não vale a pena,
trocar os sonhos do passado, pelas brigas do presente.
Vai dizer pra ela que o presente não existe,
e que também depende dela, o que ainda há de vir.

sábado, 23 de maio de 2009

Até onde pode levar?


Recorre ao vento e ele vai
levar essa angústia
curar as lamúrias
brigar contra a fúria
do ser em questão
se é que há ainda
nesse começo de vida
ou no final da partida
uma alma escondida
ou alguma razão
que faça dos dias
importantes, ainda
que chores o clima,
que morra tua sina
calma, ainda é tempo de ir
buscar o que vem de dentro
sorrir por algum momento
lembrar do que pode ser feito
e deixar - se estar desatento
pra que possa seguir pelo ar
sem pensar no que irá enfrentar
em quantas vezes se vai cair
ou em quantas irá levantar
não interessa o que o mundo dirá.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Por um pouco de silêncio


Agora vês ao longe a linha do horizonte
sempre tão distante desses olhos cor de mar
e se te deitas sobre areias nesses dias, pra pensar
te dou a minha mão.

Caso não veja saida pros problemas de rotina,
se caires nesse tédio que é a vida sem magia,
e o mundo não girar como deveria,
te dou minha atenção.

E se ainda assim minha presença for em vão,
e de nada servir o que eu tiver no coração
te dou o meu silêncio e a minha gratidão,
por tantas vezes em que o nada me valeu uma canção.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

É sempre válido.


E num dia comum de verão
nada que fosse fora do comum
até então.

Eis que vem voltando de repente
como se estivesse ali,
sempre presente
aquele sentimento adormecido
que um dia já fizera muita gente
perder completamente o juízo.

Começa o mundo a girar como antes
e ninguém talvez tenha realmente,
odiado tudo a todo instante.

As coisas confusas agora são claras
nem tudo como antes, mas pelo menos,
do melhor jeito que poderia estar.

Nem acredito que um dia,
isso poderia voltar e ficar
Deus sabe a alegria que me dá!

terça-feira, 7 de abril de 2009

É tudo!

Corre e abre a porta pra o que vem, e se as coisas irem além,
segue as linhas que resumem o teu próprio bem,
nada melhor do que o antes ser, do que as coisas que nunca serão.

Sem mais nem meias palavras ou reclamações,
toda a vida escrita em sangue, ouro e gostos gravados em pedra
- e tantos dias de alegria sob um manto azul.! -
Cantai, pra que ouçam o que normalmente não ouviriam
então, as manhãs deixam de ser amargas entre neblina e bocejos.

Criando a felicidade pelo sorriso de quem não se conhece
o tempo, encarregado de fazer passar tudo, não se deixa vêr
queria eu poder tocar o que seria a noite ou o dia,
e o outono me deixasse ser, tudo aquilo que eu quis algum dia.

Pensou ter a glória e tentou nunca cair,
buscou nos amigos o que deveras não encontrava em sí,
ninguém anda sozinho mesmo que esteja vazio,
e a chuva não lava a alma de quem dela ousa fujir.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

:B


Olha fixo para a porta

Proporcionalmente torta

Vai girando em ondas mortas

Essas flores na janela

Um tanto quanto entreaberta

E o sol batendo no rosto

Deixando tudo meio tonto

Essas coisas dessa vida

Essas manias quase extintas

Esse ser normal quase irritante

Essas dores inconstantes

Vai voando, levitando.

Que o corpo vai deixando

E que me traga mais cafeína

Tudo por um pouco mais de vida

Ou será que não queria

Ter de voltar pra normalidade?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

If you don't know who you are;

Havia que, por trás daqueles olhos,

Nada tinha de tão subentendido

Quanto menos de desentendido

Quantas vezes se paravam pra ver

O que muitos tentaram em vão

Ainda assim existia a profanação

Tanta coisa dita sem razão

Tantos medos obtidos pelo sim,

E vitórias obtidas pelo não

Do contraste é de onde vem à exatidão

Ainda que não saibam quem realmente são

Do mesmo modo que toda a alegria

Tende a cair em plenas memórias

E que nada seja tão eterno enquanto dure

É de tais lembranças que se vive a vida

Das pequenas coisas, até aquelas mais sofridas;

Quanto tempo mais à gente vai querer seguir

Nesses caminhos de idas sem vindas?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

what?


Ok. Mais um dos meus surtos psicóticamente idiotas sobre querer mudar alguma coisa que não esteja exatamente errada, mas que também não faz diferença. Às vezes eu queria parar com essa história de ficar criando teorias pras coisas que eu não sei explicar. Foi o que aconteceu quando eu descobri que talvez o tempo não existisse, que ele poderia ser um adjetivo pra uma coisa que acontece, mas que não está lá, e como adjetivos precisam de um sujeito, logo, o tempo seria na minha opinião, uma ilusão que nós humanos criamos pra explicar o que a gente não tem a capacidade de descobrir, e nem de tentar, até porque eu acho que sempre tem alguma coisa por trás de tudo, mas eu não consigo ver o que é. Talvez esteja na cara de todo mundo, mas nós somos muito cegos pra ver, e eu não to falando de olhar, to falando de ver, de verdade, sabe?

Eu também acho que estradas são muito peculiares. Principalmente se olhar pra linha do horizonte, é como ficar olhando pro mar e ficar imaginando o que pode ter além do que se vê. Claro, talvez seja muito mais fácil imaginar o que tem depois da linha da estrada, não precisa ser nenhum vidente pra saber que a estrada continua, mas eu ainda acho muito mais interessante fingir que o mundo acaba ou que existe um monstro esperando atrás da linha, como se fosse um vídeo game e a gente precisasse ficar mudando de fase pra chegar no destino final.

Mas se a nossa vida é uma questão de passar por certas fazes, porque com as pobres estradas, as coisas têm que ser diferentes? Seres humanos têm a maldita mania de simplificar as coisas. “Estradas são só estradas, só estradas...” ta, elas são mesmo só estradas, mas elas significam muito, como qualquer outra coisa que exista nesse mundo e que você vê todos os dias e nem se dá conta. Sabe por quê? Porque as pessoas estão sempre preocupadas em correr pra fazer o que tem que ser feito, mas elas não sabem que o que tem que ser feito nem sempre é o que se deve fazer. Se pessoas como Einstein não tivessem se preocupado em olhar ao redor de si, provavelmente nós não teríamos evoluído. E cada vez menos, nós temos parado pra pensar sobre isso, ou alguém ainda acredita que o sol só está lá só porque a gente precisa ter luz durante o dia?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sobre o tédio;

Nada havia pra fazer
Nada de sono pra,
No mínimo, adormecer;
Nada de febre pra enlouquecer
Sem muitos sonhos a se sonhar
Sem muitos motivos para amar
Sem nada que poderia largar
Sem mais, sem menos pra se emocionar;
Nada de tão ruim que se possa lamentar
Nem um tostão no bolso pra que se possa gastar
Nem parceria pra sair e andar... Andar...
Falta de entretenimento na televisão
Torrando horrores a cabeça nesse calorão
Que passe logo essa preguiça de mudar
Essa rotina de não ter por onde andar
Que chegue logo a próxima estação
Pra que eu sinta logo o frio e diga:
“-Ah, mas que saudades do verão!”

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Malditas palavras.!


Chegam sentimentos,

Logo vem a falta

Vai embora nossa calma

Um vazio em nossa alma

Transbordando estupefatas

Estufadas em tais gargantas

São onde estas palavras

Escondem-se por tudo –ou nada-,

Dando um nó friamente cego

É que essas palavras

Matam um pouco a cada dia

Por alegrias ou algum lamento

É que essas malditas palavras

Fogem por entre os meus dedos.

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