sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

:B


Olha fixo para a porta

Proporcionalmente torta

Vai girando em ondas mortas

Essas flores na janela

Um tanto quanto entreaberta

E o sol batendo no rosto

Deixando tudo meio tonto

Essas coisas dessa vida

Essas manias quase extintas

Esse ser normal quase irritante

Essas dores inconstantes

Vai voando, levitando.

Que o corpo vai deixando

E que me traga mais cafeína

Tudo por um pouco mais de vida

Ou será que não queria

Ter de voltar pra normalidade?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

If you don't know who you are;

Havia que, por trás daqueles olhos,

Nada tinha de tão subentendido

Quanto menos de desentendido

Quantas vezes se paravam pra ver

O que muitos tentaram em vão

Ainda assim existia a profanação

Tanta coisa dita sem razão

Tantos medos obtidos pelo sim,

E vitórias obtidas pelo não

Do contraste é de onde vem à exatidão

Ainda que não saibam quem realmente são

Do mesmo modo que toda a alegria

Tende a cair em plenas memórias

E que nada seja tão eterno enquanto dure

É de tais lembranças que se vive a vida

Das pequenas coisas, até aquelas mais sofridas;

Quanto tempo mais à gente vai querer seguir

Nesses caminhos de idas sem vindas?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

what?


Ok. Mais um dos meus surtos psicóticamente idiotas sobre querer mudar alguma coisa que não esteja exatamente errada, mas que também não faz diferença. Às vezes eu queria parar com essa história de ficar criando teorias pras coisas que eu não sei explicar. Foi o que aconteceu quando eu descobri que talvez o tempo não existisse, que ele poderia ser um adjetivo pra uma coisa que acontece, mas que não está lá, e como adjetivos precisam de um sujeito, logo, o tempo seria na minha opinião, uma ilusão que nós humanos criamos pra explicar o que a gente não tem a capacidade de descobrir, e nem de tentar, até porque eu acho que sempre tem alguma coisa por trás de tudo, mas eu não consigo ver o que é. Talvez esteja na cara de todo mundo, mas nós somos muito cegos pra ver, e eu não to falando de olhar, to falando de ver, de verdade, sabe?

Eu também acho que estradas são muito peculiares. Principalmente se olhar pra linha do horizonte, é como ficar olhando pro mar e ficar imaginando o que pode ter além do que se vê. Claro, talvez seja muito mais fácil imaginar o que tem depois da linha da estrada, não precisa ser nenhum vidente pra saber que a estrada continua, mas eu ainda acho muito mais interessante fingir que o mundo acaba ou que existe um monstro esperando atrás da linha, como se fosse um vídeo game e a gente precisasse ficar mudando de fase pra chegar no destino final.

Mas se a nossa vida é uma questão de passar por certas fazes, porque com as pobres estradas, as coisas têm que ser diferentes? Seres humanos têm a maldita mania de simplificar as coisas. “Estradas são só estradas, só estradas...” ta, elas são mesmo só estradas, mas elas significam muito, como qualquer outra coisa que exista nesse mundo e que você vê todos os dias e nem se dá conta. Sabe por quê? Porque as pessoas estão sempre preocupadas em correr pra fazer o que tem que ser feito, mas elas não sabem que o que tem que ser feito nem sempre é o que se deve fazer. Se pessoas como Einstein não tivessem se preocupado em olhar ao redor de si, provavelmente nós não teríamos evoluído. E cada vez menos, nós temos parado pra pensar sobre isso, ou alguém ainda acredita que o sol só está lá só porque a gente precisa ter luz durante o dia?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Sobre o tédio;

Nada havia pra fazer
Nada de sono pra,
No mínimo, adormecer;
Nada de febre pra enlouquecer
Sem muitos sonhos a se sonhar
Sem muitos motivos para amar
Sem nada que poderia largar
Sem mais, sem menos pra se emocionar;
Nada de tão ruim que se possa lamentar
Nem um tostão no bolso pra que se possa gastar
Nem parceria pra sair e andar... Andar...
Falta de entretenimento na televisão
Torrando horrores a cabeça nesse calorão
Que passe logo essa preguiça de mudar
Essa rotina de não ter por onde andar
Que chegue logo a próxima estação
Pra que eu sinta logo o frio e diga:
“-Ah, mas que saudades do verão!”

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